Submissões Recentes

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O uso do instagram como ferramenta de comunicação comunitária: o caso da associação de moradores do Cabula VI
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-23) Gama, Ronaldo Freitas; Campo, Maria de Fátima Hanaque; Lisboa, Andressa Beatriz Cardoso; Cardoso , Antônio Carlos Sanches
Este artigo analisa o uso do Instagram como ferramenta de comunicação comunitária no bairro periférico Cabula VI, em Salvador (BA), por meio do perfil @cabulaoficial. O objetivo é compreender como a plataforma pode contribuir para a mobilização política e a articulação de demandas coletivas em territórios marginalizados. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, combinando análise de métricas digitais (alcance, engajamento e tipos de conteúdo), diálogo com moradores e lideranças, e observação participante. Apesar do alcance significativo — mais de 73 mil seguidores e cerca de 2 milhões de visualizações mensais —, os resultados mostram que o uso político do perfil é limitado. A maioria dos conteúdos (82%) é passiva, enquanto formatos de mobilização ativa, como transmissões ao vivo, representam apenas 0,2%. Além disso, três quartos dos moradores não identificam o perfil como espaço de reivindicação coletiva, revelando uma desconexão entre a comunicação digital e as necessidades da comunidade. Foram identificados três desafios principais: a reprodução de lógicas comerciais, a fraca articulação entre o digital e o presencial, e a exclusão digital. O estudo propõe oficinas de educomunicação, estratégias segmentadas por público e um uso mais estratégico dos algoritmos, com base em autores como Peruzzo (2008) e Sodré (2020).
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Percepção do home office para funcionários das gerações x, y e z de uma seguradora com sede na Bahia
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-10) Pampone, Gabriel Miranda; Santana, Clarissa Almeida de; Gomes, Almerinda; Sampaio, Márcio
No período pós-pandemia houve um aumento considerável no conhecimento e busca por empregos home office. Esse fenômeno gerou mudanças significativas nas perspectivas de trabalho, especialmente entre as gerações X, Y e Z. Por isso, é possível supor que o home office pode influenciar a forma como cada geração enxerga o teletrabalho , já que é necessário considerar as diferenças de idade e de visão sobre o trabalho remoto entre elas. Nesse contexto, este estudo busca compreender como colaboradores das gerações X, Y e Z percebem o trabalho home office. Para isso, foi conduzido um estudo qualitativo, baseado em entrevistas com uma amostra de 16 colaboradores: cinco da geração X, seis da geração Y e cinco da geração Z. Os resultados mostram que a maioria dos participantes demonstrou preferência pelo trabalho híbrido; apenas um colaborador da geração X manifestou interesse pelo modelo presencial e dois da geração Y relataram preferência pelo trabalho totalmente remoto. Além disso, foram identificadas diferenças nos aspectos comportamentais associados ao trabalho remoto entre as gerações. A geração X demonstrou preocupação com a fragilidade da comunicação em equipe, com a necessidade de comprovar produtividade e com a redução da interação social. A geração Y também destacou a preocupação em demonstrar produtividade, a diminuição da interação social e o aumento da jornada de trabalho. Já a geração Z apresentou como principal dificuldade os problemas relacionados à ergonomia e o receio de parecer não estar disponível no trabalho home office.
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Metodologias ativas e formação do pensamento crítico: caminhos para uma educação transformadora no ensino fundamental I
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-19) Carvalho, Luiza Oliveira de; Valente, Vânia Rita de Menezes; Silva, Jacqueline Márcia Leal da; Souza, Leny Mara Cerqueira de
Este trabalho investiga como o desenvolvimento do pensamento crítico pode ser articulado coerentemente com o desenvolvimento cognitivo infantil, as propostas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as metodologias ativas no ensino fundamental, com especial atenção à faixa etária de seis a onze anos. Compreendendo o pensamento crítico não como mera capacidade cognitiva, mas como competência multidimensional que envolve questionamento, análise reflexiva, compreensão de relações de poder e capacidade de intervir ativamente na realidade, este trabalho articula os fundamentos teóricos de Jean Piaget sobre o desenvolvimento cognitivo, os conceitos de globalização de Milton Santos, a pedagogia de Paulo Freire, modernidade através de Costa e Ianni e as dez competências gerais da BNCC. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa de caráter bibliográfico, fundamentada na análise crítica de produções teóricas e normativas sobre educação contemporânea, com o objetivo de compreender de que forma o desenvolvimento cognitivo, as competências curriculares e as metodologias ativas podem se integrar para formar sujeitos críticos e autônomos. O trabalho está organizado em três capítulos: o primeiro caracteriza a educação dentro do contexto contemporâneo e globalizado, tratando do uso das tecnologias, a influência da globalização no contexto escolar e o processo histórico de transição da primeira modernidade para a segunda modernidade; o segundo explora o desenvolvimento cognitivo entre seis e onze anos, demonstrando que nessa fase emergem as capacidades necessárias para pensamento crítico genuíno — operações concretas, reversibilidade, descentração do egocentrismo e compreensão de perspectivas múltiplas e mapeia como essas características desenvolvimentais se conectam às competências da BNCC através de indicadores específicos de pensamento crítico; o terceiro propõe as metodologias ativas, especialmente a aprendizagem baseada em problemas, como caminho pedagógico para cultivar pensamento crítico desde os anos iniciais do ensino fundamental. Conclui-se que o desenvolvimento do pensamento crítico no ensino fundamental exige uma metodologia que reconheça o educando como sujeito investigativo, que estimule questionar genuíno, que promova investigação temática enraizada na realidade vivida, e que convide à reflexão sobre estruturas de poder e possibilidades de transformação. Somente através de metodologias ativas intencionalmente críticas é possível formar educandos capazes de ler o mundo criticamente e transformá-lo.
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Narrativas de mulheres negras e o fortalecimento de uma educação antirracista na educação de jovens e adultos
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Santos, Fernanda Fonseca Romão dos; Faria, Edite Maria da Silva de; Santos, Carlos Renato Gonçalves dos; Nascimento, Francineide Bárbara Silveira do
Esta pesquisa buscou compreender como a valorização das narrativas de mulheres negras estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) contribui para a construção de uma educação antirracista, crítica e humanizada. Partindo do entendimento de que a EJA é um espaço historicamente frequentado por pessoas negras, em especial mulheres, cujas trajetórias escolares foram marcadas por interrupções e exclusões estruturais, o estudo contextualiza a importância de reconhecer essas experiências como saberes legítimos para o processo educativo. O objetivo geral foi compreender de que maneira as narrativas dessas mulheres podem fortalecer a identidade, evidenciar práticas de resistência e subsidiar práticas pedagógicas antirracistas. Para tal, buscou-se identificar possibilidades de integrar narrativa e diálogo no ensino, ouvir e analisar as histórias dessas mulheres, reconhecendo-as como produtoras de saber, e investigar como suas vivências expressam enfrentamentos ao racismo, à desigualdade de gênero e às condições sociais que marcam sua trajetória educacional. O estudo adotou uma abordagem qualitativa, fundamentada na pesquisa narrativa, que reconhece as histórias de vida como fontes cruciais de conhecimento. A pesquisa foi desenvolvida em uma escola municipal localizada no bairro de Novo Horizonte na cidade de Salvador-BA, com turmas de EJA no turno noturno. Os principais resultados evidenciam que o retorno à escola promove mudanças significativas na vida das participantes, especialmente no fortalecimento da autoestima, na autonomia, na ampliação de repertórios culturais e na percepção de si como sujeito de direitos. As narrativas revelam as múltiplas intersecções que atravessam suas trajetórias, como racismo, desigualdade de gênero, trabalho precarizado e responsabilidades familiares e que influenciam a escolarização. As entrevistas das vivências das estudantes negras apontam que EJA se constitui como um espaço de possibilidades, acolhimento, socialização, produção de conhecimento e resistência, destacando a necessidade de práticas pedagógicas que considerem suas histórias como parte integrante do currículo.
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O papel das bibliotecas comunitárias no incentivo á leitura e formação de leitores
(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-16) Resende, Samanta Bispo; Borba, Valquíria Claudete Machado; Santos, Marluce Alves dos; Hernandes, Ravena
Este trabalho de Conclusão de Curso tem como tema as contribuições das bibliotecas comunitárias na formação de leitores e incentivo à leitura. O objetivo geral é entender o papel das bibliotecas comunitárias no incentivo à leitura e na formação de leitores. Para atingir o objetivo geral, definimos os seguintes objetivos específicos: apresentar aspectos da história das bibliotecas e suas contribuições; conhecer a estrutura de funcionamento de bibliotecas comunitárias; mapear as práticas pedagógicas que auxiliam no incentivo à leitura e formação de leitores. A pesquisa conta com importantes contribuições teóricas, tendo como principais autores, Freire (1988), Soares (2000), Minayo (2002), Solé (1998), Machado (2009). A pesquisa possui abordagem qualitativa, com objetivos exploratórios descritivos. Quanto aos procedimentos técnicos, trata-se de um estudo de caso com múltiplas unidades de análise, que parte de visitas feitas a quatro bibliotecas comunitárias da cidade de Salvador. Como instrumento de pesquisa, foi aplicado um questionário com o intuito de entender melhor o funcionamento e as contribuições desses espaços na formação de leitores. Os resultados da pesquisa demonstraram que as bibliotecas comunitárias investigadas exercem um papel fundamental na democratização do acesso ao livro e à leitura apesar dos desafios, as bibliotecas desenvolvem um trabalho relevante e consistente no incentivo à leitura e na formação de leitores, reafirmando seu papel social, educativo e cultural no território em que estão inseridas.